• MDI News

UM “CONSERVADOR” NA ADMINISTRAÇÃO DO PSDB?

Em entrevista com o Diretor-Presidente da Escola de Gestão Pública de Jundiaí (EGP) Silas Alves Feitosa, falando sobre o conservadorismo no Brasil, ele retrata alguns pontos os quais mudaria no governo da cidade (PSDB) e sobre suas propostas estando à frente de um cargo eletivo municipal, diz que não “caiu de paraquedas” no movimento conservador, pois foi assessor do Presidente da frente parlamentar evangélica em Brasília durante dois anos e que rejeita rotulagem ideológica e dogmas políticos.





Questionado sobre intenções políticas, fala que não condena quem tenha, mas que ele, pessoalmente, não as possui, porém, como homem que diz ser temente à Deus acredita em Seus planos, e se for de Sua vontade, fará o melhor trabalho possível, e que o executivo da cidade de Jundiaí seria o local onde ele mais poderia ajudar a sociedade.


Em meio a mais elogios que críticas ao Governo de Luis Fernando Machado (PSDB), declara: “O governo aqui de Jundiaí, salvo algumas exceções e algumas coisas que eu corrigiria - e modificaria bastante coisa - é um governo de centro direita, por exemplo, eu estou aqui” e se diz uma voz crítica do governo. Vemos aqui que existe um equívoco com a afirmação que o governo seja centro-direita. Historicamente, sabemos que o PSDB sempre foi de esquerda, afirmar que seja de centro-direita por possuir uma pessoa que se auto intitula conservador não necessariamente faz dele ser de direita.





Silas reitera que uma recuperação fiscal extraordinária foi efetuada, tinha uma divida de aproximadamente 150 milhões de reais herdada pelo pior governo da historia (PCdoB), em sua avaliação é um ponto positivo, e destaca também o trabalho na área de gestão da infraestrutura da cidade e também na área da saúde: “O São Vicente é um dos melhores hospitais do Brasil” e para ele não existe pontos necessariamente negativos na gestão do PSDB, é na verdade um problema crônico nacional na educação.


Sobre partidos políticos Feitosa argumenta que independente de sigla partidária, existem pessoas boas e ruins nos partidos: “No PSL tem umas figurinhas lá, foram pra China como patetas. O PSDB mesmo tem um monte de porcaria, tem gente lá que se você pergunta o que é Social Democracia não sabem responder” e tem que ter princípios, que nunca participou de governos do PT, PCdoB, PSOL, Rede, mas que já teve aliados no PSB.


“O Brasil tem uma longa e rica tradição conservadora”, diz, e que sendo um conservador precisa entender a realidade da população e trabalhar com o que tem em mãos: “Se eu estou aqui(EGP) eu tenho a responsabilidade, e o Prefeito é um amigo meu, uma pessoa que conheço há mais de 20 anos, e tem lá(Prefeitura) seus compromissos, e problema dele, é ele que vai prestar conta pra população não sou eu. Aqui(EGP) que é minha responsabilidade eu faço o que eu acho que precisa ser feito pra consertar algumas coisas pelo menos dentro da minha esfera de influencia”.


Nota-se que precisamos explanar bem o que é ser conservador, é um termo que precisa ser muito bem definido, muitas nuances foram criadas nos últimos tempos, e incorporadas à velhos costumes, o brasileiro sabe realmente o que é ser um conservador? É uma pergunta que vamos obter a resposta apenas com o tempo.

por: Murilo Donadel

©2019 by www.mdinews.com.br. Proudly created with Wix.com

This site was designed with the
.com
website builder. Create your website today.
Start Now