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URNAS ELETRÔNICAS COLOCADAS EM XEQUE! FRENTE PARLAMENTAR QUESTIONA TESTES E PERITOS DO TSE!



O Presidente da Frente Parlamentar Mista pela contagem pública dos votos, o Deputado Daniel Silveira (PSL RJ) enviou na última quarta feira, 27/11, ofício à Associação dos Peritos Criminais Federais com uma série de questões a respeito das urnas eletrônicas, entre as quais sobre o ambiente e a equipe responsável pela organização dos testes públicos de segurança das urnas eletrônicas, que ocorreram de 25 a 29 de novembro no TSE.


Uma das perguntas encaminhadas questiona os peritos se "existe em curso ou finalizado no TSE algum procedimento investigativo ou inquérito administrativo instaurado pelo MPE ou pela presidência do tribunal, em virtude da notícia crime protocolada na sede da Polícia Federal em junho de 2018 contra o Secretório de TI, Giuseppe Janino, que o coloca como suspeito por ter sido acusado do crime de falso testemunho cometido durante a CPI dos Crimes Cibernéticos".



Na mesma linha de indagação, a Frente Parlamentar questiona "como os peritos criminais avaliam a contratação em dezembro de 2018 do então Diretor Geral da Polícia Federal, Rogerio Galloro, para o cargo de Assessor Especial da Presidência do TSE, estando a presidente do tribunal ciente de que havia sido endereçada a ele denúncia formal, notícia crime protocolada na sede da PF contra o Secretário de TI Giuseppe Janino"


Apesar da posição oficial da Associação dos Peritos Criminais Federais ser a de que o sistema eletrônico de votação não pode ser auditado adequadamente sem a produção da contra prova física, no caso a impressão do voto, o TSE insiste em afirmar que as urnas eletrônicas são seguras, utilizando os testes públicos de segurança para justificar a utilização do sistema eletrônico de votação. Este ano a equipe do TSE que coordenou os testes de segurança, comandada pelo Secretário de TI do tribunal Giuseppe Janino, contou pela primeira vez com a participação de Galloro, convidado por Rosa Weber para o cargo de Assessor especial da Presidência do TSE apenas dois meses após ela ter tido conhecimento de que havia sido endereçada a ele a notícia crime contra Janino.



Em outra frente de combate, a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados também foi acionada por representantes da sociedade, que encaminharam na terça feira, durante audiência pública sobre as urnas eletrônicas, uma série de perguntas não respondidas pelo TSE, assim como cópia de uma denúncia protocolada no Ministério Público de São Paulo relatando graves irregularidades na auditoria das urnas promovida pelo tribunal entre os dois turnos das eleições no ano passado. Na ocasião, ao apresentar durante o procedimento investigativo o mesmo defeito verificado no primeiro turno, a urna eletrônica foi rapidamente substituída pelos "auditores", servidores do próprio TSE, o que pode ser classificado como fraude, no caso a substituição do objeto periciado durante a perícia.


Por Filipe Zappala Francioni, Colunista MDI News.


A opinião dos colunistas não necessariamente expressam o posicionamento do MDI NEWS e são responsabilidades unica e exclusivamente dos mesmos.

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