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QUEM FICA NO PSL?


O PSL, sabidamente era um partido pequeno, invadido pela onda bolsonarista que fez dele um fenômeno nas eleições de 2018. Só a bancada de deputados federais recebeu 10,8 milhões de votos a mais do que os registrados em 2014. Um crescimento de 1.341%, a segunda maior bancada da Câmara.


Em São Paulo, foram 15 deputados estaduais eleitos (todos auxiliados pelos dois milhões de votos recebidos por Janaína Paschoal). Desses quinze, quatro já foram expulsos (Gil Diniz, Douglas Garcia, Valéria Bolsonaro e Tenente Nascimento) e outros estão em processo de expulsão (Castello Branco e Frederico dÁvila, que se mantém por decisão liminar).


Todos os expulsos foram desligados do Partido por questões ideológicas, exceto por Valéria Bolsonaro, que foi parar na comissão de ética do Partido após ter um áudio divulgado (da época da campanha de 2018) onde conclamava apoiadores contra o então candidato ao Senado Major Olimpio.


Olimpio, à época, era presidente da executiva estadual e não deixou por menos.


Apesar de terem chegado no plenário da ALESP com muito barulho, foram poucos os projetos relevantes aprovados (e – justiça seja feita- muitos vetos do Governador).


Na bancada há apoiadores estridentes do Presidente eleito, que certamente hão de segui-lo quando se decidir acerca do próximo partido. Há outros que não apoiam o bolsonarismo, mas que também não se manifestaram sobre permanecer no Partido.


Com a fusão com o DEM, o PSL, agora UNIÃO BRASIL recebe o número 44, se livra do 17 e tenta apagar o Jair Bolsonaro de sua história.


O fato é que a o Partido se renovou. O deputado federal Junior Bozzella presidiu a executiva estadual até pouco tempo atrás, quando foi substituído por Antonio Rueda; mas manteve o fôlego e segue estampando a liderança estadual e recebendo apoio e mostrando poder de articulação e agregação.


União Brasil, ainda não mostrou a que veio, mas, parece que veio pra jogar como se deve.

É esperar pra ver



Elaine de Almeida Gomes